segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A chuva das Orquideas ...


Nesta tarde , enquanto as nuvens tiravam um pouco a luminosodade dos primeiros dias da tão esperada primavera ...

O ar quente e o vento que faz dançar as plantas instigam fortemente a chuva e a fazem descer ...

Ou melhor despencar ...


Os vidros desenhados de gotas e as esferas de calor enebriam as orquídeas da minha sala de curiosidade ,

escuto elas dizerem ;

- ainda ontem o sol brilhava forte e cantador e abria todas as janelas da casa ...


Toda primavera envolta em águas num complo poético entre o tempo e o vento ...


A cidade cala , tropeça e para .


Flores abertas ,

Sentimentos despertos

Estação que mais dança e

todo dia anseia pelo sol com riso de criança ...
Grê

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Pessoa e Vinho




Graves, da igreja, os sons do sino são.

Dão-me vontade de pedir perdão.

Mas não é Ao que lembram sons de sinos:

É a Outra Cousa que procuro em vão.

Já me cansei de ouvir dizer farei.

Quem de fazer, ou não fazer, é rei?

Animal a quem a alma foi imposta,

O homem dorme irrequieto.

Mais não sei.

Que bom se a infância fosse de guardar!

Que bom se a vida fosse de parar!

Mas bom, sem fosse, é o vinho que se bebe

Sem nenhuma intenção de ter ou 'estar.


PESSOA, F., 1997, Canções de Beber na Obra de Fernando Pessoa, Edições de Arte, Lda., Lisboa, p. 28 [13-5-1931]

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Plante ...


Plante boas ações

Plante bons sentimentos

Plante consciencia

Plante movimento

Plante mudanças


E receba com amor sua nova Primavera


Ritmadas ...


poéticas

intensas

calorosas

intencionadas


geradoras

imponentes

certeiras

apaixonadas


musicais

circulares

envolventes

bem localizadas


No ritmo da música, do poema a ser escrito ,

em dança ...

acompanhando o tema

e hipnotizada ...

Gre

Espalhando contas ...


Contando dias ...

Contando lembranças ...

Contando esperanças ...

Contando mudanças ...


Contando com tudo o que existe de melhor em mim ...

Por tudo o que se faz mais e melhor

Gera confiança ...

Se as minhas mãos pudessem desfolhar





Eu pronuncio teu nome nas noites escuras,

quando vêm os astros beber na lua e dormem nas ramagens das frondes ocultas.

E eu me sinto oco de paixão e de música.

Louco relógio que canta mortas horas antigas.

Eu pronuncio teu nome,nesta noite escura,e teu nome me soa mais distante que nunca.

Mais distante que todas as estrelas e mais dolente que a mansa chuva.

Amar-te-ei como então alguma vez?

Que culpatem meu coração?

Se a névoa se esfuma,que outra paixão me espera?

Será tranqüila e pura?

Se meus dedos pudessemdesfolhar a lua!!

Garcia Lorca

@ 2 coisas

A escolha da cor era discreta, mas sua expressão bastante intensa... O fundo se movia constantemente em busca de ritmo... A simplicidade e a clareza das formas, orgânicas e delicadamente acuradas são traduzidas e criam uma convenção artística... Plena de interpretações... O desenho é arte, e serve a uma ciência intuitiva, ampla, um espectro da retina. Me apresentei ao olhar assim como sou, e fui interpretada, desenhada e pintada como uma unidade orgânica através do olhar da artista... Obrigada, amiga, a unidade, fluidez e sentimento do meu flamenco foram apresentados, em arte livre e numa experiência viva... (postagem para a amiga Tati Andimena que desenhou meus ritmos enquanto eu pousava)