terça-feira, 5 de agosto de 2025

Reunião poética nos pés de tâmaras

Chega um ponto da maturidade e das experiências em que uma mulher não se limita ao quanto tenha que ficar despida para manifestar seus sentimentos quando quer.
Realiza malabares entre letras e sentidos, e sobre a conexão entre o que faz e permeia suas vivências e percepções ela vive com a liberdade e com o gosto de quem deseja que seja inteiro. 

Tem a medida de uma receita que não pode ser copiada e constantemente esta a caminho de um lugar que quase nunca é visitado, que já vem desenhado em sua pele com especiais equações a serem desveladas, e enquanto escreve, é um microcosmo intangível e misterioso, como a descoberta e prazer em estar em um Universo que ainda ninguém pisou. 
Não é como pisar na lua, nem como descobrir planetas e novas galáxias, e infinitos astrais. Isso também ja existe. 
Se te parece bobo, claramente não faz idéia do que estou descrevendo. E talvez isso se deva porque tenho dificuldade em encontrar palavras.E as vezes me divirto criando algumas. 

È como dançar no palco das estrelas, como ser guardiã das almas criativas e poder explicar aos deuses e aos lobos, as ninfas e as memórias ancestrais de inspiradores o como perceber o sentir de tudo o que chega a mim, sem quase sair de si. 
Desafiar os preconceitos da academia de letras por uma escrita cada vez menos traduzível,mais intuitiva, sinestésica. 
Como fizesse das letras pílulas, das lagrimas balas de cor e da dor sementes de tâmaras, que insistem na eternidade das décadas e contemplam a secular jornada de acreditar que em qualquer tempo, maduras, serão a expressão mais doce de uma maturidade colhida no pé.
È a que sempre esta aqui, quando alguém lê!! 
Gre Gaia 

sexta-feira, 28 de março de 2025

Interlúdica

Interludica,

Navegando em mar aberto em plena falta de ar.

A atmosfera me falta traduzir os passos entre a pausa do ser a capacidade de amar

E entre o pouco espaço que me resta com o muito espaço que me falta eu vivo redundâncias enquanto a tradução tarda a chegar. É preciso escolher entre o agora e o ontem

Alongar as memórias me tira a presença, e inegavelmente elas ganham tempo quando tem a possibilidade de existir mais um pouco.

 Renúncia o esquecimento e assume a eternidade nas folhas descritas do papel que agora hábito. 

E entre poeta e poesia a hora é outra, o espaço é outro e a presença se funde nas cordas desafinadas de um compromisso sem limites. 


Mudo idioma e nao mais penso, 

Sinto que ligar os fios das histórias com a necessidade de encontro me toma tempo.

Guardei as iniciativas para o espaço e a medida se equivocou na partida. 

Retomo a direção e a velocidade se aproxima num ritmo atmosférico

Crio ludicas poesias para entreter o meu anseio.

Alimento as ondas betas de demoradas divagações entre o meu e o eu das escolhas e orquestro a primeira pessoa do verbo ainda nao conjugado.

Crio e recrio os ritmos, abençoo minha partida, encolho para caber em mim e dissolvo as lembranças nas memórias e testo a eternidade em entre as palavras, e começo a pensar que a principio tenha sido mesmo o verbo.


Gre Gaia L.