sexta-feira, 28 de março de 2025

Interlúdica

Interludica,

Navegando em mar aberto em plena falta de ar.

A atmosfera me falta traduzir os passos entre a pausa do ser a capacidade de amar

E entre o pouco espaço que me resta com o muito espaço que me falta eu vivo redundâncias enquanto a tradução tarda a chegar. É preciso escolher entre o agora e o ontem

Alongar as memórias me tira a presença, e inegavelmente elas ganham tempo quando tem a possibilidade de existir mais um pouco.

 Renúncia o esquecimento e assume a eternidade nas folhas descritas do papel que agora hábito. 

E entre poeta e poesia a hora é outra, o espaço é outro e a presença se funde nas cordas desafinadas de um compromisso sem limites. 


Mudo idioma e nao mais penso, 

Sinto que ligar os fios das histórias com a necessidade de encontro me toma tempo.

Guardei as iniciativas para o espaço e a medida se equivocou na partida. 

Retomo a direção e a velocidade se aproxima num ritmo atmosférico

Crio ludicas poesias para entreter o meu anseio.

Alimento as ondas betas de demoradas divagações entre o meu e o eu das escolhas e orquestro a primeira pessoa do verbo ainda nao conjugado.

Crio e recrio os ritmos, abençoo minha partida, encolho para caber em mim e dissolvo as lembranças nas memórias e testo a eternidade em entre as palavras, e começo a pensar que a principio tenha sido mesmo o verbo.


Gre Gaia L.


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