quarta-feira, 20 de maio de 2020

Tateante





Depois de certa do que não quero

o movimento da Vida flui, se inclina maravilhosamente para o que

é experimental, novo, incipiente, inoxidável, presente e inspirador...

e o que descobrimos, desenvolve a natureza destemida do

da originalidade plena, conquistada, incrivelmente Viva.

Entusiasta?

Não...



Tateante.

Gre Gaia

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Sweet Chai ...


Menos epicurista, mais empírica,
Distante das telúrgias restritivas que suspenderam aprisionando os sentidos em um cenário cego, de enredos sem cor, distante da respiração dos pássaros e do riso das águas.

E foi ali, onde a falta da sua natureza essencial a ensinou a voar novamente.

Sem alardes e segura, como águia a altura de seus sentimentos, calando o temor, e ampliando a visão, do que se existe dentro, e que nenhuma força consegue apagar, confiando apenas na genuína presença daquilo que nasceu pra ser.
Resolveu abrir o livro de paginas brancas, a serem escritas com a presença azul de infinitas sensações, mais uma vez, por pura vontade, e por vontade pura. 

Respira em tons de cardamomo, a purificação divina da arte de ter sobrevivido ao seu aprisionamento interior.
Em tempos onde o mundo revisa seu trajeto e suas formas. Onde as canetas da grande maioria, teme riscar suas paginas brancas, por medo de se retraduzir.

E feliz e certa que hoje era isso que precisava...

Django Reinhardt  ciganamente  conduzindo a um portal de intimidade metafórica, de ascender as luminárias na sala e olhar com carinho para esse momento nesta noite pós final de tarde lindo e lilás neste Outono confinado.

De esquentar a água pro chá de Raiz de Gengibre, Camomila Egípicia, Verbena, Lemon e Canela ... e se deixar levar pela sensação quente da xícara entre as mãos tocando a harmonia num rito único, na cerâmica acolhedora, antes de começar a passear com as mãos tocando o piano de letras, e traduzindo o que flui nas idéias mobiliadas, no ir de infinitas conexões enlaçadas em sentimentos misturados, com o anseio de se fazer impresso com a legitimidade de uma semente.

E assim, me percebo num suspiro profundo e perfumado, das folhas úmidas do chá, e degustando ter chego até aqui, com a maturidade suspensa desse Outono, como uma jabuticabeira em flor, que acorda seus frutos na Orquestra da vida em seu próprio tempo.


por Greicy Gaia





segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Acordando os instintos latentes ...

E os temas de amor, carinho, paixão e vontades saltavam sobre as pontas dos dedos em busca de um canto pra imprimir...
Intranquila sobre isso, exitava em ampliar os devaneios...
Afinal, não havia nada a declarar.
Mas nesta coisa de Ano Novo, reciclagem e espelho ...
Encontrei em cada canto de mim, um monte de paixão um tanto largada em dias e pensamentos...
E como boa virginiana entusiasta, resolvi colocar as coisas no lugar e deixar bem claro que nesta minha linda estrada, quem plantou essas sementes fui eu.
E sim ... continuarei fotografando, poetizando, metaforizando e largando longos e arfantes sorrisos nos textos, na Vida.
Porque?
Simples... posso, faço, gosto, tenho um baita bom gosto
E ...permito que seja!
Um Incrível 2015 pra todos e ...
de volta ao meu jardim, em breve o desabrochar das conhecidas flores..
.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Inteira

Não sou o instinto que tem idade
Sou a maturidade da escolha em toda a vez que ela é necessária.
Sou a profundidade da história vivida a decisões e comprometimento .
Atenta e presente por que é.
Inteira e plena porque pode.

É.


Não era pra ter razão 
Era pra escutar a emoção 
Não era pra fazer sentido 
Era pra ser sentido.

Anuncio


E ela
Decidiu ser poeta 
Escrever sobre o sentimento
Guardou tudo o que sabia da vida
E tudo o que coube no peito.
 

Aspas


Noite inteira de passeio
Num sonho lírico, numa estrada 
Um meio ...

domingo, 1 de dezembro de 2013

Doce naif


Praticamente uma naif em estilo esgrimista
ela continuou compondo ...
Minimizou as tintas, delineou espaços mais largos , para que se corressem riachos de ternura, daquele sentimento forte, da realidade dura.
Da falta de um arremate , e na paciência que emergia da doçura.
Ela podia ser doce, mesmo com uma lagrima na face.
Ela ainda tinha o coração quente , com os sonhos dispostos num rechaud repleto de sentimentos saltando 

domingo, 18 de agosto de 2013

Eternidade amando as férias

Te quero olhando meus olhos do jeito que você gosta
Mexendo os lábios, delicadamente em sua face, com a barba semi serrada , te beijando
e sentindo seu riso leve em meio aos espaços de folego.
Estaciono a eternidade em férias, no saguão da noite entre
meus cabelos soltos em seu rosto, como cortinas que dançam movimentos de
liberdade e vontade
Quero de instante em instante ouvir seu coração, colado em meu peito
Aquecendo o mundo que é meu e seu
Enebriada de amor eu te aperto, te digo baixinho que te quero
Em todas as menções que o amor puder nos dar,
Me entrego e te amo até o Universo parar de girar
Me  quero nos meios dos seus braços,  pra eu escutar as estrelas cantando e
de bom dia, todas as frutas entre nossos beijos de amor ...

Apnéia a dois ...

O amor, o olhar, a respiração, o beijo, o momento.
A força e o magnetismo, a força, alma a dentro,
Num encontro de águas, e de mergulhos
num segundo, na vida debruçada no oceano de sentimentos 
que transborda minha essência, em minha história Vida a dentro ...


sábado, 3 de agosto de 2013

Curta metragem da métrica sensorial I


Um expresso arábico ,uma serie de encontros dentro da sala de estar de um dos maiores catalisadores de experiências . Uma coragem devastadora que imprime uma nova tatuagem em Kairós. 
Sabias medidas sinceras e cuidadosas palavras para traduzir o quase inexprimível tempo .


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Amoras e chá quente


A noite atravessa as janelas úmidas e a transparência dos vidros registra as impressões explicitas de uma temperatura que exige resistência, insiste em se fazer notar.
Imperioso , os Celsius se tornam poucos graus e o metal da colher absorve sensivelmente o quente da xícara perfumada de flores e da recordação de uma história de final de Outono que a Primavera aguarda docemente para dar novas cores e forma a toda pulsação que o Inverno calou e que hoje desperta num instante de frio, numa rápida lembrança desse Outono hoje estampado ,numa noite repleta de lãs e movimentos curtos para manter o corpo quente.
As ideias povoam o silêncio, 
O inverno sugere maturidade, destreza, incita a sua melhor performance de força e tato, interroga suas vontades ... mas não adianta, existiram momentos que gostaríamos muito que pudessem ser reproduzidos em larga escala em noites de lua plena.
Mas noites frias, pés em meias grossas,e o silencio de um chá estimulam as lembranças que em ebulição nutrem todo desejo de vivenciar na melhor temperatura da vida o frescor e a liberdade de momentos únicos, espontaneos e incalculáveis!
E assim a xícara vazia, a colher gelada fotografam a sensação deixada pelas flores que preencheram de perfume e presente sabor, todo o conteúdo adoçado com amoras, as doces lembranças num tempo de vida de uma rica xícara cheia.
Gre

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Lua cheia de Maio

Sob mutua gravitação , os corpos se atraem 
Como uma grande aula de astronomia a céu aberto 
Os olhares se encontram, a liberdade chega ao extremo ponto de aventura 
ganha as estrelas , convida a lua para mais uma taça .
Um grupo de galáxias em conjunção com a oitava entorpecida de presença 
Assiste o amanhecer de uma madrugada que havia sido pega de surpresa .
Me rendi ...
E na memória a lua cheia de historias impressas no tempo espaço da minha vida
No final de maio de um outono próximo.